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Como calcular o preço de venda de alimentos e produtos de CPG no Mercado Livre e na Amazon

Como calcular o preço de venda de alimentos e CPG no Mercado Livre e na Amazon: comissão, frete, margem de contribuição e o limite do preço de varejo.

Calcular o preço de venda no Mercado Livre, para alimento e para o resto do CPG, não é multiplicar o custo por um markup. São duas contas, e as duas têm de fechar ao mesmo tempo. A primeira é a margem de contribuição daquela venda. A segunda é o preço que o comprador vê, que não pode ficar abaixo do preço que a marca já deu ao varejo e ao distribuidor.

A calculadora de taxas faz a metade de marketplace: comissão, logística e 30 dias de armazenagem, na Amazon FBA e no Mercado Livre Clássico e Premium. Este texto é a conta em volta dela. Imposto, mídia e o preço do outro canal não estão na calculadora, e são o que decide se o SKU entra.

Os percentuais e as tarifas abaixo foram conferidos em 8 de outubro de 2026 na Amazon e nas páginas do Mercado Livre, ou lidos na calculadora quando a tabela pública só publica a faixa. Onde o número não existe em fonte, a linha fica em branco. Não há média de categoria neste texto.

Como calcular o preço de venda no Mercado Livre

A fórmula, por unidade vendida:

Preço de venda − custo do produto − impostos − comissão − tarifa fixa − frete − mídia = margem de contribuição.

Cada linha tem dono.

Preço de venda. O valor que o comprador paga pelo item, depois de cupom e promoção. Não é o preço "de" riscado. No Mercado Livre, Clássico ou Premium muda a comissão. Na Amazon 3P, é o preço da sua oferta. No 1P, o preço da página não é a sua receita: isso está na seção de preço do guia de 1P e 3P.

Custo do produto. O que a unidade custou para existir: matéria-prima, embalagem, industrialização, frete até o seu galpão. Não inclui a tarifa do marketplace. Sem esse número a margem não existe. Nos exemplos ele entra como hipótese, nomeada, para a conta aparecer. Não é média de alimento.

Impostos. Não há um percentual único para colocar aqui. Simples Nacional, lucro presumido, substituição tributária e DIFAL mudam a linha, e mudam por estado e por categoria. Quem fecha é o contador da marca. Os exemplos deste artigo param antes do imposto. Quando o contador disser o valor da venda, ele sai da margem. Tratar "marketplace" como se o imposto já estivesse na comissão é o erro que estoura no fim do mês.

Comissão. Percentual sobre o preço, por categoria e por tipo de anúncio. Na Amazon, a tabela oficial vai de 10% a 15%, com mínima de R$ 1 na maior parte das categorias. Comidas e bebidas fica em 10%. Saúde e cuidados pessoais e produtos para animais ficam em 12%. Beleza fica em 13% (venda.amazon.com.br/precos, comissões com carimbo de 20/01/2025, página relida em 8 de outubro de 2026). No Mercado Livre o público é a faixa: Clássico de 10% a 14%, Premium de 15% a 19% (ajuda ML). O percentual da categoria está no Simulador da conta. A calculadora usa, dentro dessas faixas, 14% e 19% para Alimentos e Bebidas, 12,5% e 17,5% para Pet Shop, 12% e 17% para Saúde. Confirme o seu.

Tarifa fixa. Na Amazon, o plano Individual cobra R$ 2 por item, além da comissão. O Profissional não cobra por item. A mensalidade de R$ 19 a partir do 13º mês não entra na margem da unidade: é custo do mês, não da venda. No Mercado Livre, desde 02/03/2026, abaixo de R$ 79 o custo fixo existe no Flex e no envio próprio, e não existe no Full, na Coleta nem nas Agências. A partir de R$ 79 não existe em modalidade nenhuma (documentação de comissão). Onde o custo fixo existe, a central de aprendizagem diz: abaixo de R$ 12,50, 50% do preço da unidade. Entre R$ 12,50 e R$ 79, três faixas, sem os valores na página pública (nota de taxas). Essa linha, no Flex, sai do Simulador. Nos exemplos de Full e de FBA abaixo ela é zero.

Frete. Na Amazon é a tarifa de logística do FBA ou do DBA, por unidade. No Mercado Livre é o custo dos Envios, também por unidade, mesmo quando o anúncio oferece frete grátis. As grades vigentes (FBA com carimbo de 01/08/2025, Envios do Mercado Livre desde 24/08/2026) estão no guia de taxas. Abaixo de R$ 79 a calculadora lê o FBA leve como R$ 5,65 (até R$ 30), R$ 5,85 (R$ 30 a R$ 49,99) e R$ 6,05 (R$ 50 a R$ 78,99). Confirme a célula na página oficial: a tabela pública é por peso, e a leitura da calculadora nessas três faixas não sobe com o peso.

Mídia. Não tem tabela. Product Ads e Amazon Ads são leilão. A linha entra em reais: o que você espera gastar para conseguir aquela venda. Se ainda não há histórico, a margem antes da mídia é o teto. Passou disso, a venda não paga o anúncio.

Margem de contribuição. O que sobra da unidade depois das linhas variáveis. É o número que se compara com o piso da marca, não a comissão sozinha.

Margem de contribuição

Margem de contribuição, nesta conta, é o preço menos o que só existe porque a unidade vendeu: custo do produto, imposto daquela venda, comissão, tarifa fixa, frete daquela unidade e a mídia atribuída a ela.

Fica de fora o que não varia com aquela venda. A mensalidade do plano Profissional. O time. O aluguel do galpão. Isso é custo fixo do mês, coberto pela soma das contribuições, não descontado de novo dentro de cada SKU.

Armazenagem fica no meio. A diária da unidade que vendeu, nos 30 dias em que ela ficou no centro, é um custo de ter a venda pronta: a calculadora inclui esses 30 dias, e os exemplos também. A diária e o estoque antigo das unidades que não venderam são outro resultado, o do lote. Um SKU pode ter contribuição boa na unidade e prejuízo no recebimento de mil unidades. Essa segunda conta está no texto de custos do Full.

O piso não é um percentual publicado por marketplace. É decisão da marca: abaixo dele a venda não compensa o caixa, o risco de validade ou o desgaste com o varejo. Enquanto o piso não está definido, a regra mínima é esta: se comissão, frete e uma mídia realista comem o custo do produto e o imposto, o SKU não se sustenta naquele preço.

Na Pet Delícia e na Petvi, marcas de CPG do Gordon Murphy antes da Bossa, não havia piso formal de margem de contribuição por SKU. Sem esse número, a verba de anúncio não tem teto.

A Bossa está começando a pedir aos clientes a conta da unidade, com custo, imposto e tarifa, para saber quanto dá para gastar em mídia e a venda continuar lucrativa. Por isso vale calcular a margem de contribuição de cada SKU antes da mídia. O que sobra por unidade, antes da mídia, é o teto de anúncio daquela venda: gastou isso, a contribuição fecha no zero. No SKU, a soma dessas sobras dividida pela venda que o anúncio trouxe é o ACOS de equilíbrio. A mesma soma dividida pela venda total do SKU é o TACOS de equilíbrio. Passou do teto, a unidade não paga o anúncio. O percentual sai dessa conta e muda com o custo, o imposto e a tarifa do SKU.

Ticket baixo: alimento de R$ 29,90

Item de até 0,3 kg, tamanho pequeno, alimento. Anúncio Clássico no Mercado Livre, reputação verde, Full. Amazon em FBA, categoria Comidas e bebidas. Trinta dias de estoque. Sem imposto e sem mídia. Custo fixo zero no Full e no FBA.

LinhaAmazon FBAML Clássico, Full Super selecionadoML Clássico, Full Normal
Preço29,9029,9029,90
Comissão2,99 (10%)4,19 (14%, ref.)4,19 (14%, ref.)
Tarifa fixa000
Frete5,651,606,85
Armazenagem, 30 dias0,0800,21
Soma8,725,7911,25
Sobre o preçocerca de 29%cerca de 19%cerca de 38%

De onde vem cada frete. Amazon: leitura da calculadora para item abaixo de R$ 30. O guia de 1P e 3P usa a mesma célula e para em comissão mais FBA, R$ 8,64. Aqui entram cerca de R$ 0,08 de armazenagem (1 litro por 30 dias, a R$ 75 por m³ da tabela oficial, o mesmo volume ilustrativo da calculadora), e a soma vai a R$ 8,72. Mercado Livre: células vigentes desde 24/08/2026, até 0,3 kg. Full Super selecionado só vale se o EAN está na lista oficial e o anúncio está no catálogo. Se não estiver, o envio dessa faixa é R$ 2,40 e a soma do Super passa a R$ 6,59, cerca de 22%. A armazenagem do Normal é 30 × R$ 0,007. No Super, pequeno não paga diária. Premium, na referência da calculadora, troca 14% por 19%: R$ 1,50 a mais de comissão neste preço.

Se o custo do produto fosse R$ 12 (a mesma hipótese do guia de 1P e 3P, não uma média), sobraria antes de imposto e de mídia:

  • Amazon FBA: 29,90 − 8,72 − 12 = R$ 9,18
  • Full Super selecionado: 29,90 − 5,79 − 12 = R$ 12,11
  • Full Normal: 29,90 − 11,25 − 12 = R$ 6,65

R$ 9,18 na Amazon é o teto da mídia dessa unidade, antes do imposto. Um anúncio que custe mais do que isso zera a contribuição e ainda deixa o imposto por pagar. No Super o teto, na mesma hipótese, é R$ 12,11. No Full Normal, R$ 6,65. O item barato não "tem 14% de taxa". Tem uma soma que, no pior desses três desenhos, passa de um terço do preço.

O DBA não muda o desenho. Abaixo de R$ 30 a tarifa oficial é R$ 4,50. Comissão mais DBA dariam R$ 7,49, cerca de 25%, e estoque e embalagem continuam com a marca. Parcelamento sem juros na Amazon, opcional, soma 1,5% a partir de R$ 40: neste preço de R$ 29,90 ele não incide.

Ticket médio: alimento de R$ 89,90

Mesmo peso, até 0,3 kg, pequeno, alimento, Clássico, reputação verde, 30 dias. De novo antes de imposto e de mídia.

LinhaAmazon FBAML Clássico, Full Super selecionadoML Clássico, Full Normal
Preço89,9089,9089,90
Comissão8,99 (10%)12,59 (14%, ref.)12,59 (14%, ref.)
Tarifa fixa000
Frete10,953,2012,95
Armazenagem, 30 dias0,0800,21
Soma20,0215,7925,75
Sobre o preçocerca de 22%cerca de 18%cerca de 29%

O FBA de R$ 10,95 é a célula oficial de 200 g a 300 g na faixa de R$ 79 a R$ 99,99 (venda.amazon.com.br/precos, logística com carimbo de 01/08/2025). O envio do Mercado Livre é a célula de até 0,3 kg desde 24/08/2026. EAN fora da lista de selecionados paga R$ 4,80 em vez de R$ 3,20, e a soma do Super vai a R$ 17,39, cerca de 19%.

O parcelamento sem juros da Amazon, se o ASIN estiver no programa, soma 1,5% a partir de R$ 40. Neste preço isso é cerca de R$ 1,35, e a tabela acima não inclui: o programa é opcional e pode ser desligado por produto. O percentual do frete cai mesmo com tarifa maior em reais. No item de R$ 29,90 o FBA de R$ 5,65 era cerca de 19% do preço. No de R$ 89,90 o FBA de R$ 10,95 é cerca de 12%. A comissão, nos dois, continua 10% na Amazon e 14% na referência do Clássico. Quem olha só o percentual acha que o item de R$ 89,90 "piorou" porque a tarifa subiu de R$ 5,65 para R$ 10,95. A fatia é que importa, e ela diminui.

Perto de R$ 79 a tarifa dá um degrau. Abaixo, o FBA leve fica na casa dos R$ 6 na leitura da calculadora. A partir de R$ 79, nesta faixa de peso, vai para R$ 10,95. No Mercado Livre, a partir de R$ 79 acaba o custo fixo em qualquer modalidade, e o anúncio entra no frete grátis rápido: o custo dos Envios sobe de faixa. Um preço um pouco maior pode piorar o percentual. As duas células, dos dois lados do degrau, saem na calculadora.

Se o custo do produto fosse R$ 32 (hipótese para ver a conta neste preço, não média de categoria), sobraria antes de imposto e de mídia:

  • Amazon FBA: 89,90 − 20,02 − 32 = R$ 37,88
  • Full Super selecionado: 89,90 − 15,79 − 32 = R$ 42,11
  • Full Normal: 89,90 − 25,75 − 32 = R$ 32,15

O teto de mídia agora é mais largo. Isso não autoriza gastar até o teto. Autoriza saber onde a contribuição acaba.

Entre R$ 150 e R$ 700, parte das subcategorias de alimentos tem tarifa menor. A calculadora aplica, em Alimentos e Bebidas, menos 3 pontos no Clássico e menos 5 no Premium, a leitura da ajuda sobre o desconto. Um kit que cruza R$ 150 pode mudar a comissão, e também muda a faixa de envio. Confirme a subcategoria no Simulador antes de usar o desconto no preço. O guia de taxas registra o mesmo ponto.

O preço do marketplace e o preço do varejo

CPG quase nunca tem um canal só. O mesmo sachê está no pet shop, no supermercado ou na tabela do distribuidor. Esse preço já foi combinado. O marketplace que publica um número menor, no anúncio ou no cupom, fura a combinação. A margem da venda online pode estar ótima e a marca mesmo assim perder a gôndola.

Na Pet Delícia e na Petvi não havia estratégia formal de preço para marketplace. O preço do anúncio acompanhava o do e-commerce da própria marca. É um começo comum: um número só, o que o site já pratica.

O risco é a tarifa, que muda de canal. O site da marca não paga comissão de marketplace nem o custo dos Envios. No Mercado Livre e na Amazon a comissão e o frete entram, e cada canal cobra a sua tarifa. Preço igual, margem diferente. Alinhar o anúncio ao site define o número que o comprador vê. A margem de cada canal sai da conta da seção anterior.

A regra prática é um piso duplo. O preço publicado é o maior entre dois números:

  1. O preço que deixa a contribuição no piso da marca, depois de imposto, comissão, frete e da mídia que a venda de fato exige.
  2. O preço de política do outro canal, o da prateleira ou o da tabela do distribuidor, inclusive o que o cupom faz o comprador pagar.

Se o primeiro for maior, o marketplace precisa desse preço para a unidade existir, e o varejo precisa aceitar que o online não está abaixo dele. Se o segundo for maior, você não "aproveita" a sobra para baixar. Publica no preço de política e fica com a contribuição maior. Baixar até o mínimo que a tarifa aguenta é o que o distribuidor enxerga na segunda-feira.

Exemplo, com preços hipotéticos, só para a conta. O mesmo alimento de R$ 29,90, custo de R$ 12, Full Super selecionado, deixa R$ 12,11 antes de imposto e de mídia. Se a prateleira desse unitário já é R$ 27,90, anunciar R$ 29,90 não fura. Anunciar R$ 24,90 para aparecer mais barato ainda deixa conta positiva (comissão de 14% dá R$ 3,49, envio selecionado de até 0,3 kg nessa faixa é R$ 1,20, soma R$ 4,69, e 24,90 − 4,69 − 12 = R$ 8,21 antes de imposto e de mídia) e mesmo assim fica R$ 3 abaixo da prateleira. Contribuição positiva não é licença.

O inverso também trava o SKU. Se a política exige que o unitário não saia abaixo de R$ 19,90, esse passa a ser o preço mínimo, não um preço sugerido. A R$ 19,90, no mesmo Super selecionado, comissão de R$ 2,79 mais envio de R$ 1,20 dão R$ 3,99 de marketplace. Com custo de R$ 12 sobram R$ 3,91 antes de imposto e de mídia. Dependendo do imposto, a contribuição some. Aí o unitário não entra. O caminho, quando existe, é um pack cujo preço não fique abaixo da prateleira vezes as unidades (três unidades de R$ 19,90 não saem por menos de R$ 59,70) e cuja tarifa, relida na calculadora, deixe contribuição. Kit que cruza faixa de frete ou a faixa de R$ 150 muda a conta de novo. Não se copia o percentual do unitário.

Cupom conta como preço. Anúncio a R$ 29,90 com cupom que imprime R$ 24,90 é preço de R$ 24,90 para o varejo e para a fórmula. O preço de política tem de ser o que o comprador paga.

Na Amazon o mesmo problema muda de mãos no 1P. No Vendor, quem define o preço da página é a Amazon, e ela pode baixar em campanha ou para girar estoque que já comprou. A marca não recupera essa unidade para a tabela do varejo. O guia de 1P e 3P, na seção sobre o preço de prateleira, descreve isso: preço firme fica no 3P, ou fora do Vendor. No 3P o preço da oferta volta para a marca, com a condição de a oferta em destaque ser a sua. Outro vendedor no mesmo anúncio, ou a própria Amazon com estoque, pode mostrar um preço menor. Política de preço que não segura a oferta não está escrita no papel. Está quebrada na página.

Quando o SKU não entra

Quatro casos em que a conta manda ficar de fora, mesmo com a calculadora aberta.

A contribuição no preço de política não chega no piso. Some comissão, frete, armazenagem da cobertura, imposto e a mídia sem a qual o item não vende. Se o que sobra do custo do produto fica abaixo do que a marca aceita, o SKU não é de marketplace naquele preço. Não há um piso universal para colocar no lugar do seu. O número sai da operação. A calculadora entrega a fatia de tarifa para essa conversa.

O único preço com contribuição fura o varejo. Se para pagar FBA, Full ou imposto o unitário precisa custar menos do que a prateleira, a resposta não é publicar o preço menor. É pack que respeite o unitário, outro canal, ou ficar fora. Furada de preço não se corrige com mais volume.

A operação não aguenta a validade ou o lote. Preço certo com estoque que chega com 90 dias ou menos, ou com um lote que só vende depois do estoque antigo (2 meses no Full Super, 4 no Full Normal), transforma contribuição de unidade em tarifa de permanência. O texto de custos do Full é essa metade. O mesmo vale para o FBA: armazenagem de longo prazo, na tabela oficial, é de R$ 525 por m³ depois de 365 dias, somada à mensal. Alimento não espera um ano. Espera a validade.

Ninguém segura o preço publicado. Cupom solto, regra de promoção automática ou um revendedor no mesmo anúncio imprimem um número abaixo da política. Enquanto isso não estiver desligado, o SKU no marketplace é um desconto sobre o varejo, não um canal.

Nenhum desses quatro se resolve escolhendo "o marketplace de menor comissão". A comissão da Amazon em alimentos é 10%, menor que os 14% de referência do Clássico, e no item de R$ 29,90 a soma com FBA mesmo assim fica perto de 29%. A linha que manda é a soma, no preço que a política deixa usar.

Perguntas frequentes

Como calcular o preço de venda no Mercado Livre?

Preço menos custo do produto, menos imposto, menos comissão, menos tarifa fixa (se houver), menos custo dos Envios, menos a mídia daquela venda. O que sobra é a margem de contribuição. No Full, na Coleta e nas Agências não há tarifa fixa abaixo de R$ 79. No Flex e no envio próprio há. A partir de R$ 79 não há em modalidade nenhuma. A calculadora fecha comissão, envio e 30 dias de armazenagem. Imposto e mídia ficam com a marca.

Comissão baixa significa preço bom?

Não. Em alimentos a Amazon cobra 10% e o Clássico do Mercado Livre, na referência da calculadora, 14%. No item de R$ 29,90 o FBA soma R$ 5,65, e comissão mais frete mais uma armazenagem ilustrativa passam de R$ 8,70, cerca de 29% do preço. Olhe a soma, não o percentual da categoria.

O que entra na margem de contribuição?

O que varia com a unidade vendida: custo do produto, imposto dessa venda, comissão, tarifa fixa, frete e mídia. Mensalidade de plano e estrutura do mês ficam de fora. Armazenagem dos 30 dias da unidade vendida pode entrar. Armazenagem do lote que não girou é outra conta.

Posso vender mais barato no marketplace do que na prateleira?

A conta de tarifa às vezes deixa. A conta de canal, em CPG, em geral não. O preço que o comprador paga, já com cupom, não deve ficar abaixo do preço combinado com varejo ou distribuidor. Se a contribuição só aparece abaixo desse preço, o unitário não entra. Um pack precificado em pelo menos o valor da prateleira vezes as unidades é o teste seguinte, refeito na calculadora.

Quando o SKU não deve estar no marketplace?

Quando, no preço de política, a contribuição depois de imposto e de mídia fica abaixo do piso da marca. Quando o preço que pagaria as taxas fura o varejo. Quando a validade ou o tamanho do lote não cabem no Full ou no FBA. Quando cupom ou outro vendedor publicam um preço que a marca não controla.

Onde o imposto entra nessa conta?

Fora das tarifas de marketplace, numa linha própria. Não existe aqui um percentual de Simples ou de ICMS para todos. O contador informa o valor da venda, e ele sai da contribuição. Os exemplos deste texto param antes do imposto de propósito.

Fale conosco

A conta de um SKU começa na calculadora. O guia de taxas tem as grades, e o guia de 1P e 3P tem o que acontece com o preço quando a oferta deixa de ser da marca. Para cruzar isso com a tabela do varejo, a equipe da Bossa Commerce está à disposição.

Amazon: comissão, DBA, armazenagem e a célula de FBA de R$ 79 a R$ 99,99 (200 g a 300 g, R$ 10,95) em venda.amazon.com.br/precos, relida em 8 de outubro de 2026. Comissões com carimbo de 20/01/2025. Logística FBA com carimbo de 01/08/2025. Faixas de FBA abaixo de R$ 79 seguem a leitura da calculadora Bossa sobre a tabela pública. Mercado Livre: faixas de tarifa de venda em ajuda/870. Custo fixo por modalidade desde 02/03/2026, na documentação de comissão. Regra de 50% abaixo de R$ 12,50 e três faixas até R$ 79 na nota de taxas, sem os valores das três faixas na página. Custo dos Envios vigente desde 24/08/2026. Células de Full e Full Super conferidas nas páginas oficiais e na calculadora. Comissão de categoria do Mercado Livre nos exemplos é a referência da calculadora, dentro da faixa pública: confirme no Simulador. Custo de produto e preço de prateleira nos exemplos são hipóteses, não média e não caso de cliente. Imposto não foi estimado.

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